sexta-feira, 22 de julho de 2011

eu sou muito egoísta.

muitas coisas estão saindo do eixo. do meu controle. da minha super-visão. quando isso acontece, ao invés de eu praticar o processo do ensimesmar-me, confundo com o processo de ser egoísta. nessa confusão eu esqueço as pessoas e esqueço que para além de mim as coisas continuam. tantas e tantas coisas estou deixando para trás nesse processo de só pensar em mim e nos meus problemas. compreendo que não é algo só bom ou só ruim. porém, esse processo repele muitos corpos do meu corpo e esse distanciamento me machuca, mesmo sendo provocado por mim. sinto falta da minha mãe e das manhas aceitáveis por ela. saudade de dias tranquilos e turbulentos, de sim e de nãos, mas também de pensar as possibilidades existentes entre um pólo e outro, já que o binarismo é um dos processos mais árduos da minha proposta de desconstrução.

era isso. preciso voltar a escrever, escrever e escrever.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

cansada

eu ia escrever sobre a raiva que eu estava dos caras por não (re)pensarem sua zona de conforto e os privilégios que advém dela. entretanto, em um debate (quase discussão) mudei de idéia. eu espero de um cara achar FODA REPENSAR SEUS PRIVILÉGIOS, entretanto, não espero, e tão pouco tenho paciência, de mulheres posicionamentos absurdos e equivocados em relação ao debate que as feministas estão fazendo do projeto cegonha, no qual estão propondo ampliação ao invés de reducionismo de anos de luta. tal posicionamento é inaceitável, doloroso.

toda relação heterossexual é uma relação de opressão às mulheres, naturalizando os papéis binários que correspondam as expectativas sociais, principalmente o de mãe. não sei se me faço ser compreendida, é que estou nervosa, irritada, decepcionada. perdi a paciência e, o pior de tudo, o debate sobre os direitos reprodutivos virou a questão central sobre as políticas direcionadas a saúde das mulheres. pautamos toda a questão na reprodução. não desmereço a luta pelos direitos reprodutivos, não é isso. a questão é que somos tão reducionistas, tão heteronormativ@s. me entristece, demorei, agora começo a compreender algumas coisas, ou não.

estou cansada.

quando iremos debater a saúde DAS MULHERES, englobando os direitos SEXUAIS e não apenas REPRODUTIVOS.

(ps. abre-se outra ferida)

domingo, 20 de março de 2011

ela.



Genial.Imprescindível.Única.Lisérgica.Imprevisível.Admirável.Nociva.Amorosa.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

(des)faz de conta

entrei no teatro. depois de arrumarmos tudo. iniciaram a primeira apresentação. entre tudo o que era provocado, a expectativa de reencontrar aquele corpo deixava meu corpo ansioso. emerge. senta. distante querendo estar perto. dou a volta para o acaso nos esbarrar. linda. preto. absorvendo todas as cores e todas as sensações de medo.na ida finjo não vê-la. na volta, provoco a troca de olhares. e um simples "oi" estremeceu a voz, esfriou por dentro e tensionou a vergonha.


e foi embora.fim.

sábado, 8 de janeiro de 2011

explicações

resolvi ter um blog. já tive (tenho): um livejournal e wordpress mas nunca escrevi regularmente. não que aqui isso acontecerá, porém, será a minha meta para 2011, uma delas. tenho que transpor meu medo de escrever. medo que, antes, não existia. construção de um medo que me paralisa e me deixa incapaz.
bom, por que sofrer faz parte? simplesmente porque sempre buscamos essa tal de felicidade, de sempre querer estar bem e não pensar que o sofrimento é um processo que participa da possibilidade de compreensão de muitas coisas. quero descontruir o querer estar sempre feliz. não, o objetivo não é ser infeliz e reclamar que a vida não é boa. não, não é isso. quero vivenciar esse sofrimento que é qualificado como ruim: sofrer é ruim e não-sofrer é bom. sofrer é ao mesmo tempo bom e ruim ou antes de ser ruim ser bom ou antes de ser bom ser ruim. trabalhar com a perspectiva dos complementares e não dos opostos. é isso, quero experenciar e vivenciar o sentir. o que é imposto também, e tratá-lo como mais uma possibilidade e não "a" possibilidade. não ser nem isso e aquilo. não ser, mas sim estar. praticar o estar , sem me preocupar com as recaídas de querer "ser".
era isso, para um começo, que está sempre ligado ao fim, inicio minha tentativa de me jogar nesse mundo e contar das possibilidades de me expressar.

sofrer faz parte. ficadica!